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Uma jornada vivencial pelos sítios sagrados do mundo
Quase 100 países visitados. O Prof. Hosannah não apenas estudou mitologia — ele foi até os lugares onde os mitos nasceram e vivem até hoje.
Templo de Angkor Wat — Civilização Khmer
As 5 torres representam o Monte Meru, morada dos deuses hindu. Seus corredores narram o Mahabharata e o Ramayana em baixo-relevo.
Angkor Wat — detalhes arquitetônicos
Considerado o maior monumento religioso do mundo, foi construído no século XII pela civilização Khmer como um templo-montanha dedicado a Vishnu.
Borobudur, Java — maior templo budista do mundo (750–850 d.C.)
Representa os "três mundos" da cosmologia budista. Subir ao topo simboliza a jornada rumo ao Nirvana.
Prambanan, Java — templo hindu do século IX
Dedicado à Trimurti (Brahma, Vishnu e Shiva). Seus muros narram o Ramayana — o rapto de Sita e a batalha de Rama contra Ravana.
Wat Phra Kaew, Bangkok — construído em 1782
Guarda o Buda de Esmeralda, protetor espiritual da nação tailandesa. Seus murais narram o Ramakien, versão tailandesa do Ramayana.
Templo budista em Luang Prabang
Guardiões da tradição oral budista Theravada. Cada friso dourado conta histórias do Jataka, as 547 vidas anteriores do Buda.
Abu Simbel — Ramsés II (1265–1285 a.C.)
Duas vezes por ano, os raios de sol penetram 60m iluminando os deuses — exceto Ptah, senhor das trevas. Um prodígio astronômico de 3.300 anos.
Pirâmides de Gizé
Portais para o além. Cada câmara alinhada astronomicamente para guiar o faraó até Osíris, garantindo a vida eterna pela geometria sagrada.
Petra — cidade nabateia esculpida na rocha
Morada de Dushara, "Senhor das Montanhas". Os baetyls — "casa do deus" — marcavam fisicamente a presença das divindades na rocha viva.
Moais — Ilha de Páscoa (Rapa Nui)
Ancestrais divinizados. Seus olhos voltados para o interior protegiam os vivos com o poder espiritual dos mortos — o mana.
Palácio Potala em Lhasa — morada dos Dalais Lamas desde o século VII
O Dalai Lama é considerado encarnação viva de Avalokitesvara, o Buda da Compaixão. Com 13 andares e mais de 1.000 cômodos, o Potala é ao mesmo tempo templo, palácio e eixo sagrado que une o céu à terra no coração do budismo tibetano.
Mosteiro Taktsang em Paro — construído em 1692, o mais venerado do Himalaia
Segundo a tradição, Guru Padmasambhava voou até esta caverna nas costas de uma tigresa e meditou por três meses, subjugando os demônios locais e convertendo-os ao budismo. "Ninho do Tigre" é o lugar onde o sagrado desceu à terra — literalmente.
Machu Picchu — cidade perdida a 2.430 m de altitude, erigida em 1450 no auge do Império Inca
Santuário dedicado a Inti, o deus Sol. A pedra sagrada Intihuatana ("onde o Sol é amarrado") funcionava como relógio astronômico e altar ritual. No solstício de inverno, os incas realizavam cerimônias para "prender o sol" e impedir que ele desaparecesse para sempre.
Chichén Itzá — cidade Maya com a pirâmide de Kukulkan, o deus serpente emplumada
No equinócio, a sombra da pirâmide projeta uma serpente de luz descendo as escadarias — Kukulkan retornando à terra. A pirâmide tem 91 degraus em cada face mais a plataforma do topo: exatos 365, o calendário solar maya esculpido em pedra.
Tiwanaku — centro sagrado da cosmologia andina
Onde Viracocha modelou os primeiros humanos em pedra. Após destruí-los com um dilúvio, criou a humanidade definitiva à beira do Lago Titicaca.
Vale de Katmandu — Nepal
Único lugar onde hinduísmo e budismo coexistem há mais de 2.000 anos, compartilhando templos, rituais e mitos simultaneamente.